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22.06.2009
14:36:50
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Potencial de consumo do segmento nos negócios imobiliários | Números coletados pelo instituto Data Popular mostram o peso do segmento de baixa renda na economia brasileira, além do seu potencial nos negócios imobiliários. Os dados provêm de pesquisas feitas pela própria entidade e do cruzamento de estatísticas de diferentes organismos, como IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e FGV (Fundação Getúlio Vargas). Em consultorias prestadas a construtoras e incorporadoras, o instituto de pesquisa concluiu também que 75% dos consumidores de baixa renda têm algum tipo de receio ao comprar um imóvel - índice que, na classe A, é de apenas 45%. Na alta renda, o medo está ligado à possibilidade de não recebimento do imóvel, enquanto na base da pirâmide social o receio é o de a família não conseguir pagar o imóvel, em seu longo financiamento. Confira, abaixo, alguns dados que traçam o perfil do consumidor de baixa renda no Brasil. O material, na íntegra, está na reportagem de capa da revista Construção Mercado do mês de julho, que traz como abordagem principal estratégias de vendas para o segmento. Perfil da baixa renda
- Representa, ao todo, 85% da população brasileira - Movimenta R$ 620 bilhões por ano na economia - Renda cresceu R$ 163 milhões de 2002 a 2008 - 88% da população adulta não têm curso superior - Detém 69% dos cartões de crédito do País - Representa 75% dos usuários de internet - 44% das famílias cuidam da criança do vizinho, contra 6,5% na classe A - Todo o ano surgem no Brasil 1,2 milhão de novas famílias - 80% nas classes C, D e E - 75% dos consumidores de classe C têm algum tipo de receio ao comprar um imóvel, contra 45% na classe A - Na classe C, receio é de não conseguir pagar o imóvel. Na classe A, medo é de construtora não entregar. Fonte: Data Popular Postado por: Vanessa Pacheco ![]() |
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10.06.2009
15:50:12
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A mulher brasileira busca sua autonomia com o objetivo de se sentir mais segura e aumentar sua auto-estima. Isto traduz a atual expressão da feminilidade brasileira, que apresenta cada vez mais afetividade e sensualidade de forma mais livre e responsável. Diferente do comportamento apresentado há cinco anos, as mulheres consumidoras de hoje não estão mais tão voltadas para a família como prioridade principal. Mais receptiva ao divórcio e propensa a constituir famílias menores, os drivers mais relevantes para estas mulheres são qualidade de vida, prazer, espiritualidade, valorização do social e da própria identidade. Estas são características percebidas na pesquisa Movimentos Femininos 2009 feita pelo IBOPE em parceria com o Grupo Abril com 1.750 mulheres entre 18 e 49 anos, das classes AA, AB e C de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Recife. Além de um novo perfil, o estudo confirma ainda que a mulher brasileira está mais presente no mercado e que, cada vez mais, o sexo feminino ocupa cargos de importância em grandes empresas. O estudo Movimentos Femininos 2009 traça um panorama do comportamento, sentimentos e perfil profissional das mulheres brasileiras das classes AA, AB e C. Família X trabalho A renda delas varia entre dois salários mínimos e R$ 10 mil. Este é o abismo que separa as mulheres de classe AA das de classe C, de acordo com a pesquisa. Apesar da diferença financeira, as mulheres brasileiras já são maioria nas salas de graduação e pós-graduação e faz crescer a participação em cargos de gerencia e diretoria. “Tudo isso favorece a melhoria da auto-estima e segurança. Elas estão se tornando menos conservadoras e preconceituosas e cada vez mais voltadas para qualidade de vida e prazer imediato”, diz Nelson Marangoni, CEO do IBOPE Inteligência. Se a preocupação da mulher no que diz respeito à família está mais voltada para o presente, nota-se que a busca pela independência não está diretamente ligada ao trabalho. Em 2005, a pesquisa mostrou que 56% das mulheres da classe AB viam no trabalho a sua ferramenta para alcançar a independência. Em 2008 este número foi reduzido para 46%. “Se ela sai mais para o mundo, precisa de condições para se expor e se sentir confortável, com a auto-estima elevada. Uma mulher insegura sofre muito quando não consegue atender ao que se espera dela”, explica o psiquiatra Luiz Cuschnir, especialista em comportamento feminino. Comparando os resultados de outros anos com os de 2008, percebe-se que a mulher de classe C não está mais focada principalmente na família, como em 2003. Mais madura, esta consumidora passa a olhar mais para ela mesma e surge uma oportunidade ainda maior para marcas de cosméticos e produtos de beleza. Diferente da mulher AA, que está muito mais focada no trabalho. “Ser independente facilita o acesso a cultura nas mais variadas dimensões e assim ficam mais claras suas opções e o que elas querem para si mesmas”, conta Cuschnir. Casamento sim, filhos não O estudo feito em 2005 mostrou que 18% das mulheres da classe AB definiam sua qualidade de vida como excelente. Em 2008 este percentual aumentou para 33% e os motivos para o expressivo resultado são muitos. Estabilidade financeira ficou em primeiro lugar como o principal motivo da excelência em qualidade de vida, com 91%. Trabalhar no que gosta ficou em segundo, com 86%, e Bom emprego com 68%, apenas citando os três primeiros. A pesquisa do IBOPE e do Grupo Abril revela uma mudança no comportamento das mulheres no que diz respeito aos filhos. Na classe AA, 54% das mulheres pretendem ter filhos, enquanto 65% do público feminino que compõe a classe C pretendem engravidar. Quanto às principais carências das mulheres, na classe AA uma boa vida sexual é o principal. Já na classe C, a preocupação é em ter um bom emprego. “A família continua muito importante do ponto de vista afetivo, mas se percebe que elas estão compromissadas com a sociedade e não só com a família”, observa o especialista. Perguntadas sobre o que desejam para os próximos 10 anos, o casamento ainda é o projeto mais cobiçado pelas mulheres. “Casar e morar com o marido aumentou em 23% de 2003 para 2008. Em 2008, 78% queriam casar, contra 55% em 2003”, aponta Marangoni. Apesar de mostrar que querem casar, as mulheres estão em busca de qualidades em seu parceiro atual. Na classe C, as mulheres vêem apenas seis qualidades em seus parceiros. Para as mulheres de classe AB são oito e as da classe AA destacam 14 qualidades. Porém, o parceiro ideal para estas consumidoras precisa ter mais. Na classe C, 83% das mulheres disseram que são necessárias 11 qualidades, parecido com as de classe AB, já que 62% delas buscam um marido que tenha 13 qualidades. Exigentes por natureza, na classe AA os homens terão que penar para colocar uma aliança no dedo esquerdo das mulheres. Cinquenta por cento delas pedem 21 qualidades ao seu pretendente. “Estamos vivenciando uma maior flexibilidade nos relacionamentos. Teremos cada vez mais mulheres casadas e sem filhos ou mulheres solteiras com filhos”, acredita Marangoni. Fonte: Mundo do Marketing 09/06/2009 Postado por: Vanessa Pacheco
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15.05.2009
20:00:33
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Crise provoca empobrecimento da população que enriquecera desde 2002 A crise financeira internacional, definitivamente o avesso de uma marolinha, mas ainda não um tsunami, tem provocado na classe média reação semelhante à de alguns regimes alimentares no corpo, o efeito sanfona. Em agosto do ano passado um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que em seis anos mais de 4 milhões de brasileiros tinham ascendido da pobreza à chamada classe C. Em dezembro de 2008 a classe média correspondia a 53,8% do total da população. Deu-se, este ano, o fenômeno da retração, é o que informa novo trabalho da FGV. Até fevereiro a fatia perdeu 1,1 ponto percentual de seu tamanho. Em números: cerca de 560 mil moradores das seis principais regiões metropolitanas voltaram para as classes D e E. Parece pouco, ainda é, mas registra-se uma preocupante tendência. "Essa crise é atípica e afeta os mais ricos, já que começou nas bolsas e nos mercados financeiros", afirma Marcelo Neri, coordenador da pesquisa chamada Crônica da Crise: Ressaca e Resiliência Recentes. "Mas ela se generalizou e, a partir de janeiro, chegou ao bolso do brasileiro comum." Para Neri, citado pela Folha de S.Paulo, "se o país repetisse o que aconteceu em janeiro durante nove meses seguidos, perderia tudo o que foi conquistado em seis anos". O crescimento da classe C é uma marca do governo Lula, lembra O Estado de S. Paulo. É alimento para campanha eleitoral, sem dúvida, mas também a boia que mantém o Brasil à tona durante a recessão global. É o que explica o alarme com o anúncio da semana passada. "O mercado interno vem se transformando no principal alicerce da economia brasileira neste duro ano de 2009", anota reportagem especial da revista Exame. Há, por enquanto, resistência dos estratos sociais mais pobres. Há duas razões principais, segundo estudos exclusivos obtidos pela Exame. A renda de muitos desses consumidores está ligada ao salário mínimo, que mostra aumentos reais desde 2003. Além disso, a queda da inflação deve fazer com que seu poder de compra cresça ainda mais, explica Leandro Padulla, economista da MCM Consultores. Mesmo assim, existe o medo da falta de dinheiro. Pesquisa feita pela MCM mostra que os consumidores da classe C já apertam o cinto. Decidiram cortar refeições fora de casa (45% dos entrevistados) e diminuir as ligações por meio de telefone celular (44%). É mudança de comportamento que aponta para um novo tempo, a reversão de uma temporada de saudável bonança
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15.05.2009
19:59:43
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O designer Marcelo Rosenbaum, responsável pelo quadro Lar Doce Lar, do programa global Caldeirão do Huck, vai lançar uma segunda linha de produtos para a casa e bem-estar dirigido para a classe C e D. "Conheço a realidade da casa do povo brasileiro e percebo suas necessidades", diz ele, por conta de seu trabalho no programa da Rede Globo. "O projeto é uma busca de qualidade e preço acessível para decoração", afirma o designer, que está em negociação com indústrias para viabilizá-lo.
Marcelo esteve no coquetel de lançamento da nova cartela de cores do piso Paviflex, da Fademac, no lounge do portal de tendências WGSN, projetado por ele, no SPFW. "A WGSN pesquisa tendências e isso me interessa muito. A parceria com a Fademac se beneficiou desse trabalho de pesquisa para materializar os tons da moda na decoração e trazê-los para mais perto do cotidiano", explica.
Assim, na paleta de cores da empresa fabricante de pisos vinílicos, que tem consultoria de Rosenbaum, o cinza fica mais próximo do concreto, e o vermelho, do tijolo, por exemplo, para deixar o material mais aprazível e aconchegante, o que pode ser conferido no lounge. A parceria com a indústria não pára por aí. O designer está cada vez mais próximo desse setor, com empresas como Tok & Stok, para a qual assina uma linha de móveis.
Multimídia, Rosenbaum estreou recentemente o programa de rádio De Coração pra Você, da Rádio Globo AM, dentro do programa Manhã da Globo, veiculado em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. "Nas inserções de dois minutos, dou dicas de decoração e design de forma simples, para trabalhar com a auto-estima das pessoas. É um grande desafio transformar imagens em palavras", conta.
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15.05.2009
19:58:36
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Não é apenas o setor automotivo que está literalmente “parado” e precisou de um “empurrão” (redução do IPI) para incrementar as vendas. Fazendo uma comparação bem humorada, para o setor de materiais de construção, “a casa caiu”, no começo de 2009. Segundo dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), só nos dois primeiros meses deste ano, o setor acumula perdas de 12% no comércio de produtos, e queda de 15% nas vendas para a indústria. O setor de construção civil representa 15,5% do PIB (Produto Interno Bruto) e, isoladamente, os materiais representam 5% do PIB. As atividades relacionadas à construção e aos serviços de engenharia empregam cerca de 5% do pessoal ocupado no setor de serviços. Trata-se da quarta maior empregadora neste setor. A construção auto- gerida (o morador que faz sozinho a reforma ou a construção) representa 77% das UH Unidades Habitacionais) construídas e 67% dos recursos aplicados. Espera-se que com a isenção do IPI aliada à grande concorrência ocorra uma redução de 10% no preço final junto ao consumidor e não apenas sirva para engrossar a margem de lucro das construtoras. Outro estímulo: não basta ter o material, é preciso saber fazer! A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou Projeto de Lei que assegura assistência técnica pública e gratuita às famílias de baixa renda. Os serviços de engenharia e arquitetura contratados pelo poder público incluiriam a construção de novas residências, reformas, ampliações ou regularizações fundiárias.
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15.05.2009
19:57:15
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A família de Edson José de Matos e Simone Alves da Silva(foto abaixo), que mora no Aricanduva, bairro da zona leste de São Paulo, vai aumentar. Simone está grávida de três meses do quarto filho. O casal ainda nem sabe o sexo do bebê, mas já decidiu que é hora de trocar o carro. Eles têm um Fiat Uno ano 93 e pretendem substituí-lo por um automóvel com sete lugares para comportar toda a família. Edson e Simone ainda não escolheram o modelo do carro, mas sabem que precisarão poupar. A renda mensal da família gira em torno de 2 500 reais, fruto do salário dele como vendedor. “Não queremos fazer dívida”, diz a dona-de-casa. “É melhor juntar o dinheiro e comprar à vista.” O clima de crise deixou mais apreensivo o casal, que, além de economizar para a aquisição do carro novo, está terminando a reforma do sobrado em que vive. Os gastos recentes, incluindo também a compra de uma TV para o quarto das três filhas, e os planos futuros resultaram na decisão de tirar as meninas da escola particular e colocá-las na rede pública. “A mensalidade ficou pesada demais para nosso orçamento. Mas queremos que elas voltem para a escola particular no ano que vem”, diz Simone
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01.04.2009
14:22:22
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Valor subjetivo Na hora da compra de alguns produtos, o preço é o que menos importa para algumas donas de casa de famílias de baixa renda. Uma pesquisa da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP revela que as mulheres cujas famílias têm ganho mensal de até 5 salários mínimos optam mesmo é pela marca em suas compras. Segundo a administradora de empresas Karen Perrotta Lopes de Almeida Prado, estas consumidoras levam em conta principalmente o "valor" que o produto representa para ela. "Ela adquire um achocolatado de marca para dar ao seu filho. Mas para fazer um bolo, pode ser que ela compre um outro de marca inferior", descreve. A pesquisadora define como "valor" desde as representações sociais que possam estar inseridas no produto ou até mesmo nutricionais, como no caso do achocolatado. "Mostrar aos vizinhos uma embalagem de sabão em pó da marca mais conhecida pode até significar uma certa ascensão social", explica. Medo do desconhecido Karen observou que as consumidoras têm aversão ao consumo de marcas desconhecidas, principalmente por considerarem "um risco". "Essas famílias gastam boa parte de sua renda com alimentação. Por isso as marcas chegam a representar segurança de um bom produto", ressalta. A opção pelas marcas em detrimento do preço, segundo Karen vem ao encontro da teoria de Prahalad, um administrador indiano radicado nos EUA. "De acordo com o especialista, há uma riqueza na base da pirâmide. Para ele, se as empresas querem bons resultados, têm de elaborar estratégias de venda para os mercados emergentes", descreve Karen. Aversão às marcas próprias Outra aversão detectada no estudo pelas consumidoras foi em relação à marca própria dos grandes supermercados em alguns produtos. Karen conta que essa estratégia existe desde a década de 1970. Contudo, boa parte dos consumidores acredita que isso passou a ocorrer somente a partir da década de 1990. "Quando a marca própria chegou ao Brasil havia o apelo do preço mais baixo", conta. "Atualmente, a qualidade melhorou e vemos as marcas próprias não apenas em alimentos, mas em outras categorias de produtos. Até mesmo em materiais de construção", lembra. Mesmo assim, as consumidoras ainda optam pelas marcas mais conhecidas, principalmente as que elas atribuem algum tipo de "valor".
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16.03.2009
14:11:19
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Apontada por especialistas como a fatia do mercado mais resistente aos efeitos da crise, a classe C tem sido alvo de uma nova onda de produtos e marcas específicas lançados para atender a esse segmento. Muitos investimentos foram planejados antes da crise, mas as empresas decidiram ir em frente porque apostam na capacidade de consumo desse grupo e na migração do consumo das classes A e B para itens mais populares. Pesquisa inédita, mostra que esses consumidores não estão mais em busca do acesso a bens, mas, sim, da melhoria de qualidade. "Essas pessoas já têm eletrodomésticos, além de uma despensa e uma geladeira sortidas e, agora, evoluíram. Não basta dizer, agora, "você pode ter determinada coisa", mas sim "você pode ter a melhor'" Um exemplo está na alimentação. Para 38% das mil famílias entrevistadas em São Paulo, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Goiânia, o valor nutricional é o item mais importante em um produto. Para 82% dos entrevistados, nutritiva é a comida preparada em casa, onde 76% fazem sua principal refeição, o jantar. A pesquisa, mostra ainda que a posse de eletroeletrônicos é associada por 82% dos entrevistados a lazer para toda a família. "Isso compensa a falta de opções nos bairros".
De acordo com Haroldo Torres, diretor do instituto Data Popular, a classe C tem maior capacidade de recuperação em um cenário de crise.
"É um consumidor com perfil mais flexível de inserção no mercado de trabalho. É o policial que dirige táxi ou é vigilante à noite, é a dona-de-casa que vende comida, pessoas que se viram na crise", disse. Ele ressalta que a classe A foi duplamente afetada pela crise global, tanto com a perda de vagas em cargos executivos como com as perdas na Bolsa de Valores e em fundos de investimento. Isso explica a nova onda de lançamentos voltados para a classe C, apesar da crise. "Quem vende para as classes A e B têm um mercado de 20 milhões de pessoas. Mesmo que também sofra com a crise, a classe C é um grupo quatro vezes maior. Saber vender para eles é questão de sobrevivência", diz o consultor de varejo Roberto Meir. Curioso é que nenhuma empresa tradicionalmente focada nos segmentos A e B quer atender a classe C pela sua marca principal. "Não podemos correr o risco de mandar a mensagem errada para nosso público A e B", afirma Ronaldo Marcolin, diretor comercial da Única, fabricante dos armários Dell Ano, que acaba de lançar a linha New, mais barata. Curinga Na incerteza econômica, ter produtos de qualidade para a classe C pode ser um curinga para as empresas. "Se a economia piorar, o consumidor da classe B vai comprar esse produto. Quando melhorar, a classe D ascende", diz o consultor de varejo Marcos Quintarelli. Conquistar o público C para quem sempre vendeu para a classe AB não é simples. "É preciso falar a língua desse público, oferecer bom atendimento e investir em qualidade e design, para que o público valorize o produto. Se a comunicação se mantiver sofisticada, o produto vai ser rejeitado. Se não investir na qualidade, o público não vai desejar o produto", diz Quintarelli. Antigamente não se pensava na classe C para a produção de produtos ou serviços e ela se adaptava a tudo, agora a história mudou, é a classe C segurando a barra da dita crise, e continua crescendo.
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09.03.2009
13:56:56
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O ano de 2009 já começou com o comércio eletrônico em alta. O crescimento tão esperado para esse ano se dá principalmente ao aumento do poder de compra dos internautas. Rodeados de publicidades atrativas e muitas vezes apresentando ao público ofertas arrasadoras, a facilidade na procura por diferentes tipos de produtos e preços torna o mercado de compras pela internet um imenso parque de diversões.
O que antes era privilégio de poucos, hoje torna-se ferramenta na mão de uma crescente parte da população que têm acesso a internet, seja no trabalho ou em casa, devido a baixa no preço dos computadores e a facilidade de acesso a rede. A classe C é considerada a fatia do mercado que mais cresce entre os consumidores on-line. A entrada de grandes redes do varejo popular na internet é prova que essa classe de consumidores está se expandindo e é importante fidelizar esse público.
O que antes era considerado apenas mais uma inovação tecnológica usada por poucos e em sua maioria por jovens, hoje mudou. Além da classe C, a internet, que antes era acessada em sua maioria, ou por profissionais de tecnologia ou por jovens, hoje faz parte da realidade de uma classe de pessoas mais abrangentes e com idades variadas.
Segundo pesquisa realizada pelo Ibope, os dados mostram que no período entre julho de 2005 e julho de 2006, dos brasileiros que fizeram compra pela Internet, apenas 19% tinham entre 35 e 44 anos. O mesmo período foi analisado entre os anos de 2007 e 2008 onde esse percentual subiu para 28%.
Com a expansão desse publico de consumidores virtuais, o numero de fraudes pela internet também aumentou. Com isso, muitas pessoas ainda sentem receio de comprar pela internet ou mesmo investir em um negócio que não lhe pareça seguro.
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02.10.2008
14:29:58
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A frase " Sou pobre mais sou limpinha " ganha ainda mais força depois desta pesquisa. A Nielsen apresentou uma pesquisa sobre a classe C que mostra aumento e o poder de compra destes consumidores. O estudo foi apresentado no Congresso de Limpeza e Cuidados com a Roupa, e diz que 60% dos consumidores estão comprando itens de limpeza que antes não tinham acesso. Detergente em pó com enzimas, produtos multi-uso e tira-manchas são os mais procurados. Com base nesta pesquisa, a Minuano, empresa de produtos para casa e roupas, aposta no aumento no volume de vendas destes produtos na cesta básica. De acordo com o estudo, detergente em pó e amaciante cresceram 2,6% e 3,2%, respectivamente em relação ao ano passado. A compra de produtos de limpeza acontece a cada 17 dias e cada lar gasta em média R$ 6. Fonte: Mundo do Marketing: Publicado em 1/10/2008 Postado por: Vanessa Pacheco
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29.09.2008
21:13:35
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São Paulo - Apesar das diferenças significativas de renda e gastos entre as classes C1 e C2, telefone celular, aparelho de DVD e TV são itens com presença obrigatória nos domicílios desses dois estratos da população brasileira. Pesquisa da LatinPanel revela que 81% dos domicílios da classe C1, a classe média mais "rica", têm celular, apenas dez pontos porcentuais acima do índice registrado pela a classe C2 (71%). O quadro é semelhante no caso do aparelho de DVD, presente em 81% dos domicílios da classe C1 e em 68% na classe C2, uma diferença de 13 pontos porcentuais. Nos televisores, há praticamente um empate: 99% e 98% das casas de classe C1 e C2 têm TV em cores , respectivamente.Segundo o gerente de atendimento da LatinPanel, o economista João Paulo Ferri, as facilidades de crédito explicam a pequena diferença nos indicadores de posse desses bens. Mas a pesquisa mostra que para itens de maior valor e menos essenciais , como automóvel, computador e máquina de lavar roupa, há um hiato entre os indicadores de posse das classes C1 e C2. De acordo com a pesquisa, 42% dos domicílios da classe C1 têm automóvel, ante 16% da classe C2. No caso do microcomputador, a diferença também é significativa: 34% dos domicílios da classe C1 têm o equipamento ante 14% da classe C2. Na máquina de lavar, o diferencial chega a 30 pontos porcentuais: 55% das casas da classe C1 têm o eletrodoméstico, ante 25% da classe C2. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE) Noticia postada por: Vanessa Pacheco
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29.09.2008
21:08:16
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São Paulo - Apesar das diferenças significativas de renda e gastos entre as classes C1 e C2, telefone celular, aparelho de DVD e TV são itens com presença obrigatória nos domicílios desses dois estratos da população brasileira. Pesquisa da LatinPanel revela que 81% dos domicílios da classe C1, a classe média mais "rica", têm celular, apenas dez pontos porcentuais acima do índice registrado pela a classe C2 (71%). O quadro é semelhante no caso do aparelho de DVD, presente em 81% dos domicílios da classe C1 e em 68% na classe C2, uma diferença de 13 pontos porcentuais. Nos televisores, há praticamente um empate: 99% e 98% das casas de classe C1 e C2 têm TV em cores , respectivamente.Segundo o gerente de atendimento da LatinPanel, o economista João Paulo Ferri, as facilidades de crédito explicam a pequena diferença nos indicadores de posse desses bens. Mas a pesquisa mostra que para itens de maior valor e menos essenciais , como automóvel, computador e máquina de lavar roupa, há um hiato entre os indicadores de posse das classes C1 e C2. De acordo com a pesquisa, 42% dos domicílios da classe C1 têm automóvel, ante 16% da classe C2. No caso do microcomputador, a diferença também é significativa: 34% dos domicílios da classe C1 têm o equipamento ante 14% da classe C2. Na máquina de lavar, o diferencial chega a 30 pontos porcentuais: 55% das casas da classe C1 têm o eletrodoméstico, ante 25% da classe C2. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE) Material Publicado por: Vanessa Pacheco
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09.09.2008
16:49:50
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Estão mudando as prioridades do público feminino da Classe C. Em 2003, por exemplo, 67% das mulheres de um grupo de pesquisa da editora Abril se diziam realizadas através de seus filhos. Hoje esse número caiu para 45% e a maioria já pensa que é chegada a hora de "correr atrás do prejuízo". Maria Regina é cabeleireira, tem 32 anos e há pouco anos queria voltar para sua terra natal preocupada com a infância do seu filho Rikelme (hoje com 7 anos). "Eu queria morar em uma casa grande, com direito a quintal e próximo dos meus pais, pois acho que nada poderia substituir isso na vida do meu filho". Hoje é a dona de um salão de cabeleireiros no bairro onde mora, voltou a estudar e a cada dia pensa no que mais pode fazer para ter sucesso na sua vida profissional. Ainda segundo o estudo, 70% das entrevistadas almejam crescimento profissional e 96% dizem ter aumentado o ritmo de leitura por considerar esta a melhor forma de aprendizado.
As alterações também são significativas em termos de lazer. Ao invés de privilegiar apenas os almoços de domingo com a família, as novas mulheres classe C preferem cuidar de si mesma: 39% elegeram a academia de ginastica como o principal hábito a ser acrescentado à rotina, seguido por cabeleireiro (33%), massagens (25%), esportes (20%) e almoço com as amigas (14%). Já a relação com o dinheiro - 70% delas prezam a vida profissional - está mais organizada, de forma que elas já conseguiram comprar os artigos considerados básicos (como geladeira e televisão ) e começam a sonhar com a renovação da casa, planos e previdência privada e viagens sofisticadas entre outros itens. Antes da internet era vista como um meio de ajudar os filhos em tarefas escolares. Atualmente, é o lugar onde buscam notícias, receitas, informações para facilitar o dia a dia e comparam preços. A editora Abril comemora o possível crescimento de 15% até o fim do ano com suas revistas voltadas para o target e já contam com anunciantes como Unilever, Bradesco, Casas Bahia e Microsoft, sem falar de projetos especiais como a cozinha Ana Maria, patrocinada pela Esmaltec há dois anos. Essa pesquisa define bem o hábito de uma de nossas consumidoras. Fonte: Meio & Mensagem - Edição 04/08/08
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12.05.2008
22:42:27
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Os tablóides de supermercados são um meio fundamental de comunicação com a consumidora baixa renda.
Primeiro porque eles direcionam a compra do PDV, guiando as consumidoras no caminho certeiro dentro da loja ao encontro dos produtos que precisam.
Segundo porque atuam como avalisadores da compra e ajudam (e muito) na hora e garantir aquele tão esperado desconto.
E é por isso que para D.Joana, moradora do Capão Redondo, não abre não dos anúncios dos talóides na hora da compra: ?Todas as semanas faço o mesmo ritual. Pego os meus encartes, marco todas as ofertas com uma caneta e saiu em busca da promoção. Não me importo de visitar 5 lojas diferentes, para mim, o importante é ter a garantia de melhores preços. Você acha que R$1,00 não faz diferença? Olha no fim do mês e depois me conta!?
E elas brigam mesmo por desconto: ?Semana passada fiquei horas no Carrefour esperando o gerente porque o produto que eu queria comprar estava R$0,10 mais caro do que o anunciado. Num é nem pelo dinheiro não, mas é que acho uma afronta. Ora! Odeio ser enganada!?
Disso tudo fica uma lição: quer falar com ela. Anunciar nos tablóides é garantir a atenção total.
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04.01.2008
10:03:05
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O Luiz André, que gosta de ser chamado de André, é um vendedor das Casas Bahia e fala isso com o maior orgulho do mundo.
Ele já foi empresário, fez curso de neurolinguística e afirma que teve uma de suas metas de vida alcançadas quando começou a trabalhar nas Casas Bahia. O próximo passo profissional, é claro, é ser o gerente geral de loja.
O André enche a boca para falar que a palavra "Dedicação" não faz só parte do slogan da loja, mas também do DNA dessa companhia. Ele carrega no sangue e na mente essa "missão" que recebeu assim que entrou para essa família: "Cada venda é uma experiência de vida, de cidadania e de amor."
E no seu dicurso de vendas vale tudo: vender produtos, carisma e serviços. "Encaro o meu trabalho como uma lição de vida. As pessoas entram nas Casas Bahia com muito mais que uma vontade, elas entram com um sonho. Entendendo essa necessidade de cada consigo fazer com que ele não leve para casa não apenas um sofá, mas aquilo que vai fazer parte da família dele."
E é por causa do André e de mais um monte de outras coisas que Casas Bahia são tão queridas e respeitadas pela classe C.
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13.12.2007
17:10:59
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Mesmo com maior poder de compra e acesso ao crédito, pessoas do segmento de baixa renda se mostram cautelosas com os gastos de final de ano, optando por recorrer apenas às linhas de financiamento que já utilizam, como o cartão de crédito e crediário em lojas, para comprar presentes e financiar as despesas nesse período.
A maior parcela desse segmento pretende ter um gasto médio de 218 reais com presentes para a família. A lista de compras inclui principalmente roupas, brinquedos e sapatos, que serão distribuídos entre cinco pessoas (aproximadamente 44 reais por presente).
Os dados são de pesquisa da TNS InterScience, realizada em novembro deste ano junto a 300 pessoas residentes na cidade de São Paulo, das classes C e D, com mais de 20 anos e renda familiar média de R$ 1.956,00. Desse total , cerca de 11% estarão comprometidos com os gastos de final de ano.
Segundo Ivani Rossi, diretora de Planejamento da TNS InterScience, o estudo evidencia o ?gap? existente entre o universo da classe AAA, analisado no primeiro módulo do estudo, e o das classes C e D. ?Há uma disparidade brutal entre esses dois ?mundos?, uma vez que o gasto médio das mulheres com renda superior a 30 mil reais com presentes de Natal é de 8 mil reais, enquanto que o da baixa renda não chega a 220 reais?, compara.
Outro item investigado foi a forma de pagamento. As compras efetuadas pela baixa renda serão pagas em dinheiro (73%) ou com cartão de crédito parcelado (23%). Já o cheque especial, o empréstimo pessoal e o crédito consignado serão usados com parcimônia. Segundo Ivani, ?81% da população de menor poder aquisitivo não pretendem utilizar nenhuma dessas três linhas de financiamento até o final deste ano, embora tenham acesso a elas?.
13º salário
Questionadas sobre o destino que darão ao 13º salário, 66% dos entrevistados responderam que utilizarão o abono para fazer compras; 33% irão pagar dívidas; 12% irão economizar/investir e outros 12% irão gastar com viagens e com as festas de final de ano.
Centros de compras
Entre os locais preferidos para compras destacam-se as lojas de bairro (31%), a Rua 25 de Março (29%) e os shopping centers (29%). Os grandes magazines (C&A, Marisa e Renner) vêm depois (18%), seguidos das lojas do Bom Retiro (9%) e da opção por produtos de camelôs (5%).
Preparativos
Nestas duas semanas que antecedem as festas 68% do segmento analisado pretendem dar um trato no visual e entre as prioridades estão o corte/tintura de cabelo e a compra de roupas ou sapatos, enquanto 10% querem mudar de casa e 5% trocar de carro. A ceia de Natal de 48% será em casa de parentes ou no próprio domicílio (41%). O Réveillon da maioria será comemorado em São Paulo na própria casa (38 %) ou na casa de amigos (27%) e outros 27% irão à praia. A maioria viajará de automóvel ou de ônibus e apenas 2% pretendem utilizar aviões comerciais.
Planos para 2008
Em relação aos sonhos e perspectivas para o Ano Novo, a maioria das pessoas de menor poder aquisitivo (46%) planeja mudar de emprego ou melhorar o salário, mas para 40% essa intenção aparece apenas no plano dos ?sonhos?. Enquanto 44% sonham em ter um carro ou mudar para uma casa melhor, 7% acalentam a possibilidade de ter mais tempo para o lazer e 14% pretendem transformar esse desejo em realidade. Investir na educação dos filhos ainda é apenas sonho para 7% , mas já aparece como meta para outros 7%. Já os mais otimistas (6%) vão além e sonham alto: querem ganhar na Mega-Sena.
Fonte: Consumidor Moderno, dezembro 2007
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29.11.2007
11:43:38
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Vocês lembram da noss última personagem né?
Pois é, a Marineves está de volta para contar mais um pouquinho da sua vida e do que acredita para a gente.
?Na minha cozinha, eu sou a estrela! E, se mexem nas minhas panelas, fico com raiva. Só eu coloco a mão!?. Dona Neves é enfática quando fala dos seus eletrodomésticos e da sua casa. ?Chego em casa à noite e ainda arrumo tempo para arrumar a minha casa e fazer comida do meu filho. Adoro cozinhar!?.
E ela investe mais que tempo na cozinha. Com o trabalho dos anos, conseguiu construir uma cozinha ?equipada? como ela merece: ?até forno elétrico eu comprei?.
Ela admite que montar a cozinha ainda é pouco e ela tem mais um monte de ?coisinhas de mulher? que queria comprar.
?Bom, primeiro quero comprar um Fusquinha para mim. Estou lutando para isso. Depois a minha casa porque ainda moro de aluguel, aí já viu né?! E assim, coisas para a minha casa, meu sonho é comprar uma TV 42 polegadas de plasma!?
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07.11.2007
10:35:15
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Diferente das classes A e B, o consumidor da baixa renda tem dinheiro contado para tudo, mas nunca gastaram tanto como hoje em dia. Mais até do que os tradicionais clientes preferências de todas as empresas. O cenário mudou. O mercado voltado para quem tem maior poder de consumo único continua crescendo a passos largos, mas ?nunca na história deste país? os consumidores que recebem até R$ 1.499 compraram tanto. Com isso, há um consumidor no mercado que ainda não é conhecido pela maioria dos profissionais de marketing. Grandes empresas multinacionais e a conhecida Casas Bahia já entenderam este público. Há anos companhias como Unilever, Procter & Gamble e Nestlé têm escritórios, ações de marketing e fazem pesquisas voltadas exclusivamente para as regiões norte e nordeste do Brasil. Mas a baixa renda que compra também está nas grandes capitais, especialmente fora do círculo tradicional do dinheiro. ?Um dos aspectos interessantes nas cidades brasileiras é que há um crescimento de oportunidade na periferia. Por isso, esta oportunidade fica invisível aos olhos dos empresários. Há um enorme crescimento de bairros periféricos, não só as favelas?, afirma Juracy Parente, um dos autores do livro ?Varejo para a Baixa Renda?. Este cenário é apenas uma amostra de como os executivos vêem a baixa renda. ?O aspiracional das classes C, D e E é diferente das classes A e B?, diz Renato Meireles, sócio diretor da Data Popular, consultoria especializada neste mercado. ?Há uma nova característica entre os jovens deste segmento, que está se escolarizando e conectado a Internet?, conta Meireles. Para o especialista, a base da pirâmide econômica será a grande responsável pelo crescimento do consumo nos próximos anos. ?Eles comprarão cada vez mais roupas e computadores?, acredita. ?Tudo que se referir ao bem estar vai ter um mercado promissor, principalmente para as crianças, não só em termos de alimentação, mas também nos recursos que ajudam no crescimento, que inclui a parte educacional, como livros e cursos?, completa Juracy Parente.
Hábitos de consumo peculiares de acordo com o professor da Fundação Getúlio Vargas, quebrar o preconceito vai exigir uma mudança cultural e de paradigma para o Brasil porque um dos maiores sonhos dos empresários ainda é a conquista dos consumidores com renda mais alta. ?O caminho para a baixa renda é um caminho sem volta?, enfatiza Renato Meireles. Prova disso é que este público já detém 62% dos cartões de crédito em circulação no Brasil. Para quem não está acostumado com este universo, a observação deste público é fundamental para entender o seu comportamento de consumo.
?Fazer compras é um divertimento e as crianças são grandes influenciadoras na decisão de compra?, constata Juliana Nappo, Diretora de Planejamento da Ponto Brand Promotion, agência que tem um núcleo de estudos da baixa renda. ?A mulher é a dona do orçamento da casa e as decisões de consumo são baseadas na família?, completa. A cada mês, cinco donas-de-casas são acompanhadas em suas compras. ?Elas tem o dinheiro contado e 90% leva uma lista de compras para o supermercado?, informa Juliana. Para colocar um produto no carrinho, o consumidor da baixa renda precisa ter tido uma experiência positiva anterior com a marca ou a indicação de um amigo, sem esquecer no preço que caiba no seu orçamento. ?O que mais funciona é o boca-a-boca?, avisa Renato Meireles. ?Não vai ser a publicidade que vai convencer este público, mas sim a qualidade?, adiciona. ? Esse tipo de consumidor já testou várias marcas e não pode errar na compra?, completa Juliana Nappo. No ponto de venda, somente uma promoção muito agressiva vai fazê-lo optar por outro fabricante. ?A mecânica do compre e ganhe é a que mais funciona porque traz um benefício imediato?, atesta.
Promoção diferente
Quando o assunto é promoção e publicidade, o discurso tem que falar a mesma língua deste público e, como salienta Juliana Nappo, o retorno tem que ser instantâneo. O Data Popular, por exemplo, desenvolveu em conjunto com o Grupo Positivo um novo comercial em que simplifica as funcionalidades de um computador. ?Fizemos testes com os consumidores da campanha do PC que todo mundo entende e a aceitação comprovou que a linha de comunicação estava na direção certa?, garante Renato Meireles. Numa promoção feita pela Ponto Brand para o sabão ALA, da Unilever, o prêmio foi um microsystem. Isso porque a agência viu que o produto era utilizado por muitas lavadeiras que trabalhavam ouvindo música e cantando. ?A ação promocional foi para os rios onde havia maior concentração de mulheres?, conta Juliana Nappo. ?Neste ponto, a aproximação tem que ter uma linguagem direta, simples e bem colorida?, salienta.
Fonte: http://www.mundodomarketing.com.br
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29.10.2007
20:53:45
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 Os consumidores de baixa renda no Brasil podem ser considerados uma ?mina de ouro? para a indústria financeira, varejistas, empresas de seguros, entre outros segmentos. Estes clientes respondem por um consumo anual da ordem de R$ 530 bilhões, com perspectiva de crescer este volume para R$ 550 bilhões ainda este ano. Juntas, essas classes sociais representam 87% da população brasileira e detêm 62% dos cartões de crédito em circulação. Os números foram apresentados por Renato Meirelles, sócio-diretor do Instituto Data Popular, durante o Seminário ?Segmentação Estratégica para Produtos Financeiros?, evento realizado pela Partner Conhecimento. Na opinião do especialista, estes consumidores são o grande alavancador da economia brasileira, impulsionados pelo crédito concedido pelos bancos e varejo. Ele considera a expansão dos cartões nesta camada social um fator importante que completa um desejo aspiracional deste público e, acima de tudo, proporciona uma nova modalidade de pagamento com prazo para pagar as despesas. ?Neste contexto, os private labels têm papel fundamental na vida destes clientes, uma vez que eles possuem vários limites para consumir em diferentes lugares. Com o crédito mais fácil, principalmente aquele ofertado pelo varejo, esses consumidores cada vez mais movimentam a economia?, diz. Meirelles destaca que, entre a classe C, 59,1% possuem cartão de crédito; na classe D o plástico está presente em 50,2%; e na E, 43,9% da população já têm o produto. Além dos cartões, private label ou bandeirado, o executivo ressalta que a indústria de seguros também está colhendo bons frutos por investir na baixa renda. Outras duas pesquisas, realizadas pela Itaucard e MasterCard, mostram que a baixa renda é uma das grandes responsáveis pelo crescimento econômico, em especial da indústria de cartões de crédito. Levantamento da MasterCard Advisors mostra que, em 2004, do total de cartões de crédito emitidos no País, 11% estavam nas mãos da baixa renda; em 2006 esse percentual subiu para 15%. ?O aumento da participação da baixa renda no mercado de meios eletrônicos de pagamento se dá graças a diversos fatores, entre eles, o crescimento da bancarização e do poder de compra desse segmento, a chegada de novos entrantes com foco no mercado de baixa renda, as parcerias entre varejistas e instituições financeiras, além da amplitude da rede de estabelecimentos credenciados?, analisa José Tosi, gerente-geral da MasterCard Brasil. Já o estudo da Itaucard considera que 2007 é o ano da consolidação dos cartões como meio de pagamento na camada popular. Até dezembro, o setor deve dobrar o volume faturado em 2003, e um dos principais componentes deste resultado é a penetração maciça junto ao público de baixa renda - parcela da população que ganha entre R$ 150 e R$ 1.499 por mês. Nos últimos quatro anos, o crescimento do faturamento da indústria foi de 136% junto a este público, enquanto nas demais faixas alcançou 85%. Em número de cartões, enquanto em 2003 este público respondia por 58% do total de cartões emitidos (26 milhões de plásticos), a estimativa é que, neste ano, sua participação salte para 67% (61 milhões de unidades). "Este aumento indica que esses consumidores perceberam que com cartão de crédito eles podem controlar melhor os seus gastos rotineiros e obter mais crédito, sem juros, para compras de bens de maior valor", afirma Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do Itaú. Fonte: O Estadão, 29/10/2007
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26.10.2007
18:01:24
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Marineves paga todas as despesas da sua casa somente com o dinheiro que ganha vendendo seus lanches, que ela afirma não chegar a R$ 600,00: ?O pai dele não paga nada, e eu prefiro assim! Sou uma mulher forte e consigo tudo sozinha na minha vida!?. Nós é que não duvidamos.
Além das contas, ela paga para a prefeitura uma bagatela de R$ 700,00 de IPTU: ?Acho caro, mas a gente precisa pagar para ficar tudo direitinho!?.
O carrinho de lanches fica estacionado em frente a Lojas Escala, onde volta e meia compra uma coisinha para ela e para o Luis Fernando. ?Eu fico aqui só de olho! Na hora que aparece uma coisinha legal, aí eu compro. Mas compro pouco porque não ganho muito!?.
Neves vendia fiado até pouco tempo atrás. ?Bastava deixar o nome e o telefone. Depois as pessoas passavam e pagavam!?. Mas aí, começou a ter prejuízos. ?Parei de vender e pronto. Mas também não compro mais fiado. Não faço com os outros o que não gosto que façam comigo.? E para não comprar fiado, ela economiza dinheiro para depois comprar: ?Não gosto de fazer crediário mas também não posso. Emprestei meu nome para a minha prima comprar e, como ela não honrou com o pagamento, meu nome ta sujo!?.
Esse sentimento de confiança é muito comum na classe C. Ela confia nas pessoas, nas marcas e na vida. Mas não abusem da boa vontade dela não! Perdou a sua confiança, já era!
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NOME: Fátima Noronha
IDADE: 45
PROFISSÃO: Diarista
BAIRRO: Vl. São José
"Adoro economizar! Economia
é comigo mesmo." |
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NOME: Elaine Cristina de Freitas
IDADE: 30
PROFISSÃO: Operadora de telemarketing
BAIRRO: Capão Redondo
"Sou prática, econômica e rápida." |
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